não é fácil abrir mão de um sentimento.
não é como tirar a roupa e nadar nu.
nós poderíamos fazer amor debaixo daquelas arvores que plantamos quando eramos apenas crianças!
o que você me diz?
ainda existem arvores na cidade, querido. o tempo tem devorado nossas vidas.
o que nos tornamos? você vê? você também sente que algo se perdeu pelo caminho?
não é como nadar nu ou dançar para a lua cheia nas noites de quarta.
então por que você não se senta e me acompanha num chá?
ainda estamos vivos, querido.
sim, nós ainda temos as arvores e as ruas dessa cidade solitária.
as luzes ainda brilham do alto daquela montanha e os carros na autoestrada
seguem seus destinos curiosos!
não somos mais os mesmos, mas ainda nos temos, querido. sim, nós ainda pertencemos um ao outro.
e então, o que me diz?